Pular para o conteúdo principal

Post-it | O Monge Negro + Margot

Aproveitei as férias e li mais dois volumes da coleção Novelas Imortais, publicadas pela editora Rocco. Sempre são pequenos textos de autores consagrados, de leitura rápida e até o momento gostei de todas que li.

O Monge Negro, do Tchekhov é uma novela sobre loucura ou sobrenatural, acredito que dependa da leitura que se faça. Por recomendação médica, o protagonista vai passar uma temporada no campo junto de um grande amigo e sua filha.

Num passeio até um lago próximo, ele se depara com o Monge Negro e essa figura acaba aparecendo cada vez mais. Convencido de que enlouquece, tenta de todas as maneiras superar esse mal, porém, como consequência perde a sua grande genialidade, a característica que o distinguia dos demais.

Gostei muito da novela, certeza que vale a leitura. Não só por ser divertida, mas também para refletir sobre o que nos torna diferentes e o ponto que separa a sanidade da loucura. Ou até mesmo, é tão ruim ser diferente/louco?

✬✬✬

A segunda novela chama-se Margot escrita por Alfred de Musset. Confesso que não conhecia o autor, mas dei 5 estrelas para a sua novela.

Margot é um romance no melhor estilo. A protagonista vai morar com uma senhora abastada e se apaixona pelo filho dela. A partir disso, o autor explora as diferenças de classes sociais com maestria. Além disso, o final é fantástico. Acho impossível explicar a beleza deste livro sem dar spoilers, porém, com 112 páginas, creio que dê para quem me lê confiar na minha opinião - pelo menos, se não gostar, não perderá muito tempo na leitura.

E você? Já leu algum destes livros? Deixe sua opinião nos comentários!
Siga o blog!
Instagram | Skoob | Twitter | Youtube



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Top 5 | Livros Apaixonantes

Amanhã é dia dos namorados, por isso, sugiro leituras apaixonantes, que aquecem o coração, seja por seus personagens marcantes ou pelo romance do livro. São livros que li recentemente e que saltaram à mente quando pensei nesse tema.

Resenha | Como pensar mais sobre sexo - Alain de Botton

Editora: Objetiva
Páginas: 152
Estrelas: ✬✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 2012 com o título de How to Think More About Sex

Não pensamos muito sobre sexo; na verdade pensamos sobre ele da maneira errada. Assim declara Alain de Botton neste livro rigoroso e honesto cujo objetivo é nos guiar por esta experiência íntima e excitante – porém muitas vezes confusa e difícil - que é o sexo. Poucos de nós acreditamos ser completamente normais no que diz respeito ao sexo, e o que se presume que deveríamos estar sentindo raramente é a realidade. Este livro argumenta que o sexo do século XXI está fadado a ser um jogo de equilíbrio entre amor e desejo, aventura e comprometimento. Abrangendo assuntos como desejo, fetichismo, adultério e pornografia, Alain de Botton reflete sobre os dilemas da sexualidade moderna, oferecendo insights e conforto para nos ajudar a pensar mais profunda e sabiamente sobre o sexo que estamos, ou não, fazendo. A partir de meados do século XX, o discurso sobre o sexo foi s…