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Projeto 1001 #5 | Mulherzinhas - Louisa May Alcott

Editora: Martin Claret
Páginas: 256
Estrelas: ✬✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 1868 com o título de Little Women
Quando o patriarca da família March deixa sua família em plena Guerra Civil Americana para servir no Exército, a sra. March e suas filhas têm a missão de prosseguir com suas rotinas abdicando de seu antigo e mais luxuoso padrão de vida e aprendendo a viver nas situações que lhes são apresentadas. São quatro meninas, em ordem de nascimento: Meg, Jô, Beth e Amy; cada uma à sua maneira e personalidade única. Juntas enfrentam aventuras, desventuras, amores e tristezas que levam o leitor a vibrar e lacrimejar à cada página virada. Uma história divertida e prazerosa de crescimento humano através da juventude e da feminilidade no século XIX. (sinopse retirada desse blog aqui.)


Primeiro às preliminares: as informações acima são da edição da Martin Claret do livro, porém, mais recentemente li, em inglês, numa edição que contém todos os livros dessa série, disponível na Amazon, aqui.

Essa foi a segunda vez que reli esse excelente livro. Conheci a história com o seriado Friends, em algum episódio a Rachel recomendou ao Joey o livro e eu peguei a recomendação para mim e li, assim que foi possível. É uma história bem simples, porém emocionante, que adoro reler quando dá, dessa vez quero continuar a leitura com as sequências dele: Good Wives, Little Men e Jo's Boys.

É inverno e o Sr. March foi para a guerra, deixando sua esposa e quatro filhas numa cidadezinha americana. Não consigo resumir a história sem contá-la, pois na superfície nada acontece, não é um livro que tenha muita ação, o interessante dele é o crescimento das meninas.

Ouvi falar que esse livro é considerado infantil. E até entendo o porquê, afinal ele é recheado de indicações morais típicas de crescimento, como ser gentil, superar timidez, primeiros encontros sociais, até as dúvidas quanto ao futuro profissional (no caso, do Laurie, vizinho homem, já que as meninas não tinham muitas opções profissionais dada a época).

A Jo é, sem sombra de dúvidas, minha personagem preferida. É uma menina que não dá muita atenção aos costumes da época de ser feminina, ela quer mais é brincar e, com seu temperamento forte, acaba parecendo mais uma menina "de hoje" do que as outras.

Meg é a mais velha e tem seu primeiro envolvimento amoroso. Beth é mais nova que Jo e é uma criança tímida que se expressa através da música. E Amy, a mais nova de todas, é uma típica princesinha, bastante vaidosa.

Com as idades diferentes e personalidades diferentes, o romance tem para todo o gosto. A convivência delas vai aos poucos dando oportunidades de crescimento e é o que acompanhamos no romance. Uma das partes que mais gosto é que as meninas elaboram um "jornal da família" em que se vestem de cavalheiros e discutem coisas como um lenço que sumiu ou de quem é vez de fazer tal coisa.

Essa edição que li da Amazon tem ilustrações bem legais espalhadas ao longo do texto e para quem tem curiosidade em ler em inglês, arrisque-se. Como o público alvo dele é de crianças e jovens em formação, não apresenta grandes dificuldades, mesmo sendo um livro de 1868.

Mais uma vez, como esse livro foi lido para a Maratona Literária #EuSouDoideira, tenho que escolher uma música. Estou tendo dificuldade para escolher, mas dessa vez, resolvi ir de Engenheiros do Hawaii, primeiro por suas excelentes letras e melodias; segundo porque essa música em especial fala sobre o valor da vida e a família mostrada no livro é pobre em dinheiro, porém, rica em momentos que, na minha opinião, determinam o valor da vida ♥



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